sábado, 9 de agosto de 2008

sonetinho de adeus



num átimo ela pára de sorrir e chora
sem marulhos, branco como a espuma
nas bocas a saliva
nas mãos abertas: maravilha

num átimo o que era imóvel ventou
e o último fagor brilhou no olhar
o sexto-sentido sentiu: sorriu
não conseguiu, voltou a chorar

num átimo, menos que isso
entristeceram-se os amantes
estava só o que fora feliz

o amigo próximo não está presente
pra onde me levam esses caminhos?
num átimo, menos que isso

à VDM