terça-feira, 22 de julho de 2008

Canção de Ninar para Caim

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Quando canção de ninar para Caim foi escrito, Magdalena Chaveaux não era conhecida ainda na França. Embalado pelo seu sucesso ‘Uma voz que me chama’ a editora Poitier resolveu reeditar o livreto de menos de 200 páginas onde se narra a felicidade, a tristeza, a felicidade, a tristeza e a redenção de Alinne. No pequeno volume escrito em 1973 Magdalena conta como Alinne teve que abandonar seu filho Michel sob a responsabilidade de sua patroa e as provações pelas quais teve que passar até poder reconquistar o amor do filho.
“Magdalena Chaveus nos brinda com uma fábula ao amor” (Pierre Cartelier)

Primeira frase: A minha lembrança mais antiga é de um dia chuvoso onde sem querer uma borboleta ficou presa entre a fresta da janela da minha casa no sul da França.

Trecho: Não era fácil para mim abandonar Michel. Não! Não era. As pessoas deviam me entender... quando a gente ama muito algo queremos que isso dure para sempre mesmo que não estejamos ao seu lado para sempre. Saber que Michel teria mais chances de sobreviver me fazia mais feliz. Não a ele, é claro! Eu sei que ele sofrerá mais do que se estivesse comigo, talvez até fosse mais feliz comigo até o momento em que morresse, aí nem eu nem ele poderíamos sê-lo outra vez jamais.

quinta-feira, 3 de julho de 2008


Ela estava indo em direção ao mar
Era noite
E deixava o vento a levar
Pra onde ela iria sem ninguém para guiá-la?

Eu a vi tirar os pés do chão
Parecia flutuar
Por onde andara aquela mulher
Que ia para o mar?

Onde os seus pés pisaram?
Por que caminhos andaram?
Que atalhos a levaram ao mar?

Ela ia para o mar
Aquela mulher a quem o vento empurrava
Eu assistia da baía
As pegadas na areia branca

Ela foi para o mar
Não mais a vi! Só há espuma....