segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

The road not taken | Robert Frost

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Um bosque amarelo dois caminhos se separavam,
e lamentando não poder seguir os dois
e sendo apenas um viajante, fiquei muito tempo parado

E olhei para um deles tão distante quanto pude
até onde se perdia na mata;
então segui o outro, como sendo mais merecedor,
e tendo talvez melhor direito, Porque coberto de mato e querendo uso

Embora os que por lá passaram
os tenham realmente percorrido de igual forma,
e ambos ficaram essa manhã
com folhas que passo nenhum pisou.
oh, guardei o primeiro para outro dia!

Embora sabendo como um caminho leva para longe,
duvidasse que algum dia voltasse novamente.
direi isto suspirando
em algum lugar, daqui a muito e muito tempo:
dois caminhos se separaram em um bosque e eu...
eu escolhi o menos percorrido
e isso fez toda a diferença.

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domingo, 28 de setembro de 2008

Voltando a dormir...


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Você já deve ter feito isso. Acordado no meio do sonho e voltado a dormir pra ver se continuava com o mesmo sonho. Não fez? A comparação é um pouco forçada mas ilustra o Maria da Graça, um projeto que começou sem segundas intençoes entre a minha caixa de mensagens e da Jaque. Cansados do duo colocamos mais um ponto de vista na história: Adonai.

Surgiu com a dissecação do texto 'Para Maria da Graça' do Paulo Mendes Campos, daí o nome do blog e do 'jogo'.

O sonho tinha acabado e agora voltamos a sonhar.

Voltou no blog-projeto [maria da graça] é um lugar onde destilamos nosso veneno e partilhamos panacéias. Quer experimentar? Você escolhe a dose! Do veneno e do antídoto!

sábado, 9 de agosto de 2008

sonetinho de adeus



num átimo ela pára de sorrir e chora
sem marulhos, branco como a espuma
nas bocas a saliva
nas mãos abertas: maravilha

num átimo o que era imóvel ventou
e o último fagor brilhou no olhar
o sexto-sentido sentiu: sorriu
não conseguiu, voltou a chorar

num átimo, menos que isso
entristeceram-se os amantes
estava só o que fora feliz

o amigo próximo não está presente
pra onde me levam esses caminhos?
num átimo, menos que isso

à VDM

terça-feira, 22 de julho de 2008

Canção de Ninar para Caim

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Quando canção de ninar para Caim foi escrito, Magdalena Chaveaux não era conhecida ainda na França. Embalado pelo seu sucesso ‘Uma voz que me chama’ a editora Poitier resolveu reeditar o livreto de menos de 200 páginas onde se narra a felicidade, a tristeza, a felicidade, a tristeza e a redenção de Alinne. No pequeno volume escrito em 1973 Magdalena conta como Alinne teve que abandonar seu filho Michel sob a responsabilidade de sua patroa e as provações pelas quais teve que passar até poder reconquistar o amor do filho.
“Magdalena Chaveus nos brinda com uma fábula ao amor” (Pierre Cartelier)

Primeira frase: A minha lembrança mais antiga é de um dia chuvoso onde sem querer uma borboleta ficou presa entre a fresta da janela da minha casa no sul da França.

Trecho: Não era fácil para mim abandonar Michel. Não! Não era. As pessoas deviam me entender... quando a gente ama muito algo queremos que isso dure para sempre mesmo que não estejamos ao seu lado para sempre. Saber que Michel teria mais chances de sobreviver me fazia mais feliz. Não a ele, é claro! Eu sei que ele sofrerá mais do que se estivesse comigo, talvez até fosse mais feliz comigo até o momento em que morresse, aí nem eu nem ele poderíamos sê-lo outra vez jamais.

quinta-feira, 3 de julho de 2008


Ela estava indo em direção ao mar
Era noite
E deixava o vento a levar
Pra onde ela iria sem ninguém para guiá-la?

Eu a vi tirar os pés do chão
Parecia flutuar
Por onde andara aquela mulher
Que ia para o mar?

Onde os seus pés pisaram?
Por que caminhos andaram?
Que atalhos a levaram ao mar?

Ela ia para o mar
Aquela mulher a quem o vento empurrava
Eu assistia da baía
As pegadas na areia branca

Ela foi para o mar
Não mais a vi! Só há espuma....

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Deus de cada um

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              Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderia julgar a este tão grande povo?
2 crônicas 1:10

               Whatever you do, however terrible, however hurtful - it all makes sense, doesn't it? inside your head. You never meet anybody who thinks they're a bad person or that they're cruel. The Talented Mr Ripley



<    Nós somos nosso próprio Deus! Venho dizendo isso há alguns anos, mas nunca me expliquei realmente o que isso queria dizer. Então, pra tirar o blog do celibato, vamos à História dos Subúrbios...
    Nós somos nosso próprio Deus porque cada um de nós é quem dita nossas próprias regras. Eu posso ser católico e não concordar com a proibição do aborto, com a proibição do casamento entre iguais, com o celibato. Posso ser judeu, adorar X-bacon e fazer meu bar mitzvá bonitinho. Posso ser muçulmano e saber de cor todas as músicas da Madonna ou do Rufus Wainwright. Posso não posso?!
    Só porque eu não sigo à risca cada uma das infindáveis determinações do Alcorão, cada uma das linhas do Talmude, cada um dos dez seculares mandamentos da Bíblia Católica quer dizer que eu não acredito em Deus? Claro que não!
    Nosso somos nosso próprio Deus porque o que fazemos é sempre a coisa certa pra cada um de nós. Nós nos julgamos! Não existe culpa no momento da ação. Ninguém atira em alguém sabendo que está fazendo a coisa errada. Ninguém transa antes do casamento pensando em quantos terços vai ter que rezar para se redimir. Ninguém come um X-bacon pensando que não vai poder usar o kipá.
    Existe um caminho de libertação. O foda-se! Quando a gente toma a consciência de que apenas Deus (o outro, se ele existir) pode nos julgar o mundo todo fica mais simples. Não é preciso ir à igreja todos os domingos pra acreditar em deus. Eu acredito no meu Deus interior que não me julga até pelos meus atos falhos. Eu acredito no Deus que me diz que: Se o que você fizer não prejudicar a outras pessoas e se você estiver bem consigo mesmo, você está em paz! Eu estou em paz!
    Não quero ouvir sermões nem quero dá-los. Essa é a minha opinião que pode ser igual ou diferente da sua. Mas, me diga uma coisa: quem aqui pode se sentir culpado tomando um copo vinho?